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22 setembro 2009

Dilema moral

Antes de mais, quero pedir desculpa pela ausência nos vossos cantinhos, mas estou de férias...os últimos diazinhos do ano, têm que ser bem aproveitados! Ando pela zona da Invicta e não fosse o FCP isto era terra para ser das melhores de Portugal :) Na 5ª já volto às visitas regulares!

Agora vamos ao post em si. Tenho uma questão para ver o que acham. Imaginem a seguinte situação:

Temos um filho de pais separados, com 2 aninhos. O pai, tal como decidido pelo tribunal pode ficar com o filho um fim-de-semana de 15 em 15 dias e tem direito a 15 dias de férias que são marcados, de acordo com a mãe, no ínicio do ano.
Nesses 15 dias o pai tenta levar o filho a sitios em que a criança se possa divertir, logo marca-os com antecedência, pagando-os quando marca, como é costume!
Ora, na 6ª feira antes de partir de férias, a mãe diz ao pai que a consulta dos 2 anos do filho (que os fez há quase um mês) é na 3ª feira seguinte, tendo o pai que desmarcar pelo menos dois dias de férias para o levar à consulta.
Chegado ao hotel, o pai tenta desmarcar os dias mas o gerente diz que o dinheiro não será devolvido.


Agora coloca-se a questão: Deve o pai abdicar das suas férias com o filho e perder dinheiro para o levar a uma consulta de rotina ou deve a mãe (que até está desempregada) marcá-la para outro dia?

13 cores:

Miss Mau Feitio disse...

Eu acho que uma consulta de rotina nada tem de MUITO URGENTE. Pode ser marcada pra semana seguinte por exemplo.

Enfim é a minha opinião...

Beijinhos

Olhos Dourados disse...

Se a consulta se pode adiar uma semana, também acho que não é por isso que o gato vai às filhós! É preciso é saber conciliar tudo.

Ana disse...

olá Lia,
antes de mais desculpa a intromissão no teu espaço. Compreendo perfeitamente que é chato o dinheiro do não ser devolvido...mas a consulta da criança é mais importante que o dinheiro. Alem disso, do porto para coimbra ou figueira da foz é pouco mais que uma hora de caminho, não ha necessidade de desmarcar nada, apenas seria uma interrupção nas férias e algum gasto de gasolina e tempo. acho que haveria forma de compatibilizar as duas coisas com algum esforço, não muito...e nao estou aqui a defender nenhum lado, apenas dou a minha opiniao e aquilo que me parece ser o bom senso.
uma coisa que importa ressalvar é que, independentemente de a mae estar desempregada ou nao, é com o pai que a criança está. e assim sendo é o pai que tem a responsabilidade de fazer o que é melhor para o filho.

por acaso ja vivi na mesma situaçao que tu, e sei bem do que falo. é dificil, mas h+a que deixar egoismos de lado e perceber que uma criança está acima de alguns caprichos nossos, os adultos.

espero que nao me leves a mal,mas estou apenas a manifestar a minha opiniao, como aqui pedes, e a dizer o que considero ser justo...porque nao é por ser amiga da mae que a vou defender quando achar k está a errar. ela sabe disso, qndo é preciso sou tb a primeira a criticar.

espero k as vossas consciencias tenham ditado a melhor atitude.uma vez mais desculpa a intrusão.

Bomboca disse...

Fogo essa mãe é tramada. Ao querer prejudicar o ex está mas é a prejudicar o filho. Devia ter avisado o pai com mais antecedência da consulta. Eu se fosse ao pai tinha faltado à consulta e ia lá com o miudo noutro dia.Assim como assim ele vai ter dois anos durante muitos mais meses.***

Mr. Me disse...

Claramente deve levar o menino à consulta. As férias, por mais caras que sejam, são sempre dispensáveis. A intervenção do pai na educação e saúdo da criança é sempre mais importante.

Por mim falo, enquanto pai.

Marlene Fernandes disse...

bem minha querida antes de mais boas ferias, a zona norte é fantástica mesmo, se te atreveres e ainda não conheceres sobe até ao Minho, nesta altura das vindimas é fantástico :) (alias sempre)

bem é uma situação complicada, o meu amor também tem um bebe, mas este de quase 6 aninhos, compreendo que seja complicado, mas nada como o pai e a mãe terem uma boa conversa e tentarem chegar a um acordo... por vezes os adultos complicam demais e quem sofre são as crianças. ou então o pai que telefone para o hospital e tente marcar consulta para outro dia, depende de hospital para hospital, mas neste género de consultas costumam ser compreensivos....


beijokinhas aproveita mt

Unhas de princesa disse...

Se for possível remarcar a consulta para uns dias depois, não vejo razão para perder tempo durante as férias... mas é apenas a minha humilde opinião!

Continuação de boas férias! :)
Beijoca***

Coiso disse...

Eu acho que isso depende da consulta. Mas chamando-se "consulta dos dois anos" deve ser um consulta de rotina (digo eu que não percebo nada disso...) por isso acho que um adiamentozito não fazia mal!

Bjo!

Lia disse...

Miss Mau Feitio - pois, é a minha opinião também

Olhos Dourados - quando não há grande vontade de conciliações, complica!

Ana - antes de mais não tens que pedir desculpa porque não considero nenhuma visita uma intromissão.
Se és amiga da mãe, deves ter percebido que não falei mal de ninguém nem referi nomes nem nada que pudesse identificar seja quem for.
Também acho que uma consulta é mais importante que as férias, mas sabendo que o pai pode estar muito pouco tempo com o filho, não poderia a mãe ter adiado a consulta uma semana de modo a não coincidir tudo? Além do mais é uma consulta de rotina e não pelo menino estar doente, certo?
Só referi o facto da mãe estar desempregada para mostrar que não tem que perder um dia de trabalho (não estou a fazer juizos de valor e espero que isso se tenha notado).
Obrigada pela tua opinião, volta sempre que és bem vinda.

Bomboca - Não estou aqui para falar mal da mãe, não concordo com as atitudes mas cada um sabe de si

Mr. Me - e se o pai fosse avisado com um pouco mais de atecedência de quando a mãe quer que ele participe?

Marlene Fernandes - O minho é lindo, mas fica para a próxima...

Unhas de Princesa - Obrigada pela tua opinião:)

Coiso - sim, é de rotina...

a Gaja disse...

Não tenho filhos, mas se tivesse de uma relação que por qualquer motivo deu mal...não permitiria que um filho meu só passasse 15 dias de férias com o pai. Acho que um pai deve estar com o filho quando quer, e não marcando 15 dias de férias por ano...os problemas dos pais devem ser separados dos filhos, porque esses merecem todo amor e carinho de ambos em doses iguais.
Agora sobre o caso que tá exposto acho que não custava nada adiar o raio da consulta...no entanto, acho que o pai tem tanto dever como a mãe de ir com ele ao médico...não deve ser a sra que lá porque está desempregada a ter esses encargos sozinha.

co2 disse...

Pois é, enquanto as pessoas não perceberem "que uma criança está acima de alguns caprichos nossos, os adultos", vão continuar a usar os filhos como moeda de troca e a marcar consultas de rotina só para estragar a vida ao outro.
Cada vez me irrito mais com esse tipo de mentalidadezinha, com a mesquinhez alguns exemplares da raça humana que de humano só têm o nome.
E, já agora, a todos os pais e mães separados que conseguem ter estômago para usar os filhos nas guerrinhas contras os ex, um pouco de bom senso não vos ficava nada mal.

Mr. Me disse...

Lia, eu percebo a tua parte. Percebo a parte do Pai e percebo a parte da Mãe.

Eu tenho uma situação muito semelhante.
Mas a delegação de responsabilidades é necessária. Muito necessária! O pai neste caso abdica de um ou dois dias, de um ou dois euros. Quanto mais abdica a mãe, todos os dias para criar aquele filho? Não quero tomar partes. Mas a a pessoa que tem a guarda das crianças, quer queiramos, quer não, é a pessoa que mais abdica! Portanto, abdicar de uma pequena coisinha, não é nada...

Just my opinion.

esquizoide disse...

Perdão pela intromissão mas é um dilema que me apela.
Enqt médica, diria que não há qualquer problema em remarcar a consulta, é uma consulta de rotina e quando muito, se o rigor se quer assim tão grande, deveria ter sido marcada aos 2 anos em ponto. Obviamente não há qualquer problema em ser uma ou outra semana.

Em 2º lugar, parece-me a mim que um pai q só pode estar 15 dias do ano como o seu filho, n está a abdicar de mais da sua vida porque n lhe é permitido. Não por egoísmo, mas provavelmente por defeitos irremediáveis (ou eventualmente irremediados) de comunicação porque a relação terá acabado mal. E usar uma criança como arma, tal como daqui por uns anos minar a criança contra o outro pai, é criminoso... é uma forma de egoismo vil na verdade, porque se condiciona para sempre a maneira da criança interagir com o pai (no sentido lato, pai ou mãe), e por inerência com o mundo.

Em 3º lugar, é certo que eventualmente não custa muito ir a uma consulta se o desvio não é grande. Mas certo é que não custa nada remarcar uma consulta, é um telefonema. A saúde da criança não está em risco, como tal não está em causa. Está sim em causa, parece-me a mim de fora e com a pouca informação que aqui é dada, que é uma situação de querer lixar a vida ao próximo... perdoe-me o francês.

E como mulher me penitencio: as mulheres são umas cabras umas para as outras, e fazem de tudo para deitar abaixo uma que nos tenha despeitado, seja por que meio for. É feio, mas acontece todos os dias.

Espero que consigam arranjar uma solução de compromisso para esta situação que a mim me parece acima de tudo desnessária e fruto de pouca ocupação.